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quarta-feira, 20 de julho de 2016

Superando a perca...

“Tinha um amigo que era meu parceiro mesmo, pra tudo a gente tava junto conversando, dividindo tudo e a gente gostava muito de curtir a vida. Ele perdeu a vida em um acidente de moto faz 6 meses quando dava o grau na moto e um carro bateu nele, sofri na época e eu não consigo pensar nele sem sofrer muito porque dizem que procuramos isso. Ele era bom, todo mundo gostava dele e fico pensando porque Deus permitiu isso e como posso superar isso também.”

Antes de tudo, obrigado pelo contato e pela confiança. Para facilitar nossa conversa eu te chamarei de Carlos, ok?
Carlos, a coisa mais importante que não podemos esquecer aqui é que nada vai tirar a importância do seu amigo na sua vida, tudo que vocês viveram e sentiram: nenhum julgamento das pessoas é capaz disso; e o fato de você não ter vergonha de assumir esse sentimento verdadeiro de amizade, sem reservas, é o que nos faz perceber o quanto as pessoas podem fazer a diferença nas nossas vidas.
Temos o controle sobre determinados momentos, outros não. Tentamos controlar sentimentos, muitas vezes sem sucesso. Ninguém quer sofrer, mas “Quando o sofrimento bater a sua porta” (ótimo livro de Pe. Fábio de Melo, por sinal) é necessário permiti-lo para depois conseguir superá-lo. Assumindo que estamos sofrendo é a base para vencermos esta barreira, diferente de quando fingirmos estar bem e continuamos fingindo toda uma vida.
Temos que ter cuidado com aquilo que acreditamos que “Deus permitiu”. Todos nós estamos sujeitos aquilo que é humano: doenças, acidentes, sofrimentos, etc. Da mesma forma estamos sujeitos às consequências de nossos atos (livre arbítrio). Vi que “dar o grau” é uma modalidade motociclistica reconhecida mundialmente chamada wheeling, que consiste em empinar a moto em alta ou baixa velocidade. Até aí beleza, mas pensando nos outros, será que quem “dá o grau” pratica em local adequado, utiliza os equipamentos de segurança, toma as devidas preucações em manutenção, se preocupa com as outras pessoas próximas?  Aí você diz: será que eu vim aqui pra um desconhecido vir dar lição de moral? NÃO. De forma alguma. O fato é que tudo acontece por um motivo.
Já pensou que tudo isso foi uma forma extrema de dizer: CARLOS (e pense aqui os muitos Carlos que estão em uma mesma situação), se cuida; ou então, CARLOS, não cometa o mesmo erro.
Quando você se cuida, você acaba cuidando de todos que estão a sua volta. Quando você sofre, seus amigos sofrem, sua família sofre e tudo vira um mar de sentimentos incontroláveis, porém, eles também compartilham perfeitamente de sua felicidade quando esta acontece.
Não culpe Deus por ter permitido que isso tenha acontecido, pois somos humanos e a bondade nunca foi um escudo protetor que evita todos os males, mas quando somos bons temos o apoio de todas as pessoas cuja nossa bondade foi capaz de alcançar.
Outra coisa que podemos pensar é: a forma que tudo aconteceu me deixa um aprendizado. Qual foi ele? (lembrando que o aprendizado só nos serve quando colcocamos em prática, caso contrário não nos adianta muita coisa).
Por fim, para superar tudo isso é necessário fazer com que a memória de seu amigo seja lembrada não como algo ruim, mas ter a certeza de que o que ele plantou em sua vida será base para muitas coisas que ainda estão por vir; honrar sua partida mostrando que sua mensagem foi recebida e posta em prática; e acima de tudo isso, perceber que Deus pode nos dá a chance de recomeçar, e quando temos esta oportunidade é o que de melhor podemos fazer, porque muitos não têm.

Dê sua opinião. Construa essa bula conosco.

Por Herbert Monteiro

Foto: Google Imagens

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Minha amiga traiu minha confiança!

HISTÓRIA: “Oi Hebert. Ando muito triste com as pessoas porque toda amizade que tenho um dia me decepciona. A pessoa que eu julgava ser minha melhor amiga espalhou um segredo meu que eu tinha e acabei me afastando dela. Depois disso eu sempre desconfio de alguém que tenta se aproximar, mas não consigo ficar feliz desse jeito. Você tem ideia do que posso fazer para ficar melhor?”

Olá Maria, primeiramente agradeço o contato e a confiança. Primeiro é importante termos em mente que não podemos julgar as pessoas por um ou outro alguém que tivemos contato e nos decepcionamos, pois caso façamos isso estamos correndo o perigo de “por nosso julgamento” estarmos nos isolando sem nem ao menos percebermos.

Assim como tudo na vida é importante vivermos cada etapa no seu tempo. Quando encontramos pessoas, as quais temos afinidade, nos aproximamos, passamos a fazer parte da vida um do outro e de forma natural passamos de “conhecidos” ao sentimento de amizade. Esse elo da construção nos dá a certeza necessária para confiarmos, o que não deveria acontecer, por exemplo, quando forçamos ser amigos de alguém. 

Então, é difícil acreditar que AMIGOS VERDADEIROS traiam a confiança um do outro no sentido de denegrir a imagem ou algo semelhante. Caso aconteça é de pensarmos se realmente o que tínhamos era uma amizade ou uma troca de favores e interesses pessoais. Porém, precisamos entender que o título de amigo não confere a alguém o título de perfeição, pois todos continuamos humanos, limitados e imperfeitos, em outras palavras, capazes de errar.

Uma alternativa para que possa vencer esse sentimento de “traição” é, como dito inicialmente, não julgar todos pelos erros de um; ir com calma na construção de novas amizades; e ter muita cautela com quem divide a sua vida. Se bem soubéssemos, as melhores pessoas com quem poderíamos fazer isso (partilha de nossa vida) seriam nossos pais, pois sabemos que o amor deles quer sempre o nosso bem, se bem que isso é outro processo um difícil para juventude...

Maria, caso se feche para o mundo você poderá até evitar decepções, mas nunca saberá o que poderia ter ganho de bom se tivesse arriscado mais uma vez. 

Você tem que erguer-se para, possivelmente, cair de novo. A única coisa que não pode acontecer é ficarmos no chão.

Por Herbert Monteiro

E você o que acha? Curta, compartilhe, deixe o seu comentário!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

E se eu seguir outro caminho?

DEPOIMENTO: "Oi Betinho. Mesmo te conhecendo eu não vou me identificar. Estive no momento da juventude este domingo e sinceramente eu não consigo explicar bem o que sinto. Eu vejo você e seus amigos e me pergunto se poderei sentir a mesma felicidade que vocês um dia. O problema todo é que me sinto bem quando estou na presença de Jesus e com tantas pessoas que buscam ele, mas eu sinto certa vergonha disso quando estou com meus amigos e de assumir o que eu sinto. Meus amigos não são da igreja, na verdade nós somos bem do mundo como se diz. Eu queria mudar, mas não sei o que fazer ou como me comportar. Eu acho que sou feliz, mas sinto que falta algo pra que eu possa conhecer a felicidade de verdade. Queria mudar, mas é tudo muito difícil até pq são anos vivendo de um mesmo jeito. Não sei bem o caminho que devo seguir. O que você diz a uma pessoa como eu?"

Para facilitar nossa conversa, seja homem ou mulher, irei te chamar de Daniel ok. Como me conhece acredito que será mais fácil entender algumas coisas que vamos conversar. Primeiro, por mais que eu tente, nunca vou conseguir definir Cristo e o bem que Ele nos faz. Há sempre algo que não conseguimos expressar em palavras, mas apenas o que conseguimos é SENTIR.
Falando primeiro de nossas amizades, como já ouvi certa vez alguém muito especial falar, TODOS os meus verdadeiros amigos eu encontrei através de Cristo, na igreja, e na verdade percebo esse mesmo Cristo em cada um deles, sempre que os encontro. Nos entendemos com o olhar, fazemos do abraço algo único e das palavras uma expressão de querer bem. Como com qualquer pessoa, também nos desentendemos, nos estressamos, sofremos de alguma forma e fazemos “birra” vez ou outra. O fato é que nada dessas últimas coisas é mais forte do que Quem nos uniu.
Deixando meu “pequeno mundo” de lado, eu te disse tudo isso porque precisamos, antes de tudo, saber quem verdadeiramente são nossos amigos e isso só saberemos quando passarmos por diversas situações JUNTOS. Pense bem: eu preciso ter vergonha do que sinto diante de amigos verdadeiros? Não estou dizendo que só existe amizade verdadeira dentro da igreja, mas que temos um motivo muito forte para permanecermos unidos.
Outra coisa é que todo jovem ou adulto tem a necessidade de sentir algo além do que pode ser visto, além do que pode estar ao nosso alcance; todos têm a necessidade de sentir-se pleno um dispara que possam dizer que valeu apena estar vivo. Se buscamos a FELICIDADE plena e só Deus é pleno... só poderemos alcançá-la se tivermos Deus em nós.
Mesmo sabendo disso, o mundo é atrativo demais. Há muitas coisas que mantém nossa atenção, que nos chama a seguir nossos instintos e com uma “ajudinha” extra... acabamos por não resistir e ir contra nossa própria consciência.
Daniel, para ir além do mundo tenho que, infelizmente, afirmar que não é fácil. Primeiro porque precisamos de pessoas que nos ajudem nessa missão, não só com palavras, mas com o próprio testemunho de vida. Segundo, porque precisamos de uma força monumental para isso porque não é fácil você dizer NÃO a coisas que você sempre fez. Porém, você sabe o que precisa, você sabe o que é melhor pra você e só basta ser FIRME e CORAJOSO para ir além.
O início sempre será mais difícil, mas tudo fluirá naturalmente com o tempo. LEMBRO novamente: NÃO É FÁCIL, mas sua força de vontade dirá como será seu futuro. Inclusive... terão mais pessoas elogiando sua forma de amizade e seus amigos, querendo viver a mesma felicidade que vocês.
O fato é que você precisa decidir entre o SIM e o NÃO. O “eu acho”, “eu penso”, “às vezes”, “eu queria”... não vão fazer você ir em frente. No máximo conseguirá dar alguns passos e voltará novamente a ser como você não queria que fosse, alimentando mais ainda as dúvidas.
Santo Inácio de Loyola disse certa vez: “A maioria das pessoas não faz idéia do que Deus poderia fazer delas se somente elas se colocassem à Sua disposição”.

Daniel, obrigado pelo contato. Volte sempre que quiser.

E você? Tem algum testemunho para ajudar Daniel e tantos outros que estão vivendo essa mesma situação? Opine, comente, compartilhe. Vamos juntos construir essa BULA.

Por Herbert Monteiro

Será que é só amizade?

HISTÓRIA: "Tenho 16 anos e tenho um amigo que conheço há muito tempo. Às vezes acho que estou gostando dele de uma forma diferente, mas tenho vergonha de dizer o que sinto e pagar um mico. Sem contar que posso perder a amizade dele por isso. Deveria arriscar e dizer assim mesmo?"

Primeiramente agradeço o contato e, coincidência ou não, sua mensagem chegou justamente no Dia do Amigo. Para facilitar nossa mensagem chamarei você de Laísa e o rapaz de Kaio, ok? Então Laísa, antes de tudo, é bom termos em mente que praticamente todo bom namoro inicia de uma amizade, justamente pelas afinidades e pelo próprio conhecimento que um tem do outro. A diferença está justamente na intensidade do relacionamento entre você ele.
Como não sei muito a respeito de vocês, só posso afirmar que a coisa só te torna um pouco mais complicada quando os amigos são os "melhores amigos", e eu vou explicar porque, apesar de sabermos que sempre há as regras e as exceções.
Primeiro, dependendo da vida dos dois, pode-se tornar um ponto positivo ou negativo o quanto cada um sabe a respeito do outro (já que muitas vezes nossos amigos fazem coisas que não concordamos, mas respeitamos). Segundo, devemos preparar nossos ouvidos para coisas do tipo “ahhh... eu sabia que vocês tinham alguma coisa”, ou então “nããão... nunca imaginei vocês dois juntos”. Terceiro, que a revelação espontânea de um dos lados de que o que era amizade virou amor, pode acabar afastando um pouco os dois, caso o outro não corresponda ao sentimento.
Infelizmente alguns casais de ex-amigos;agora-namorados, segundo muitos relatos, passam a ser antes-namorados;agora-nem-amigos, caso o relacionamento não dê certo.
A amizade, sem dúvidas, é uma forma de amor, mas precisamos aprender a nos conhecer e assim reconhecer nossos verdadeiros sentimentos, pois se o sentimento é verdadeiro não tem porque ter medo ou vergonha, já que muitas vezes precisamos arriscar para conhecer “novos mundos”.
Já diz uma música de Luan Santana:

“Já pensou, se a gente for
Um pouco mais ousado nesse nosso lance?
Já pensou transformar
Nossa amizade num lindo romance?
Presta atenção em tudo que a gente faz
Já somos mais felizes que muitos casais
Desapega do medo e deixa acontecer” (...)

O fato é: quando é amor de verdade, de ambas as partes, as coisas fluem naturalmente e vocês se encontrarão em um sentimento verdadeiro.
Então Laísa, tente reconhecer verdadeiramente seus sentimentos e passe a observar mais os detalhes de Kaio. Então, se você acreditar que realmente estão na mesma estrada: ARRISQUE! Ao menos não chegará em um tempo futuro se perguntando “e se eu tivesse tentado?”

E você leitor? Quer partilhar? Comente, deixe seu recado e mande também uma boa história para conversarmos.

Por Herbert Monteiro
Foto: Google imagens